Após barraco, quem sai fortalecido?


Magoada com o PSDB acreano, em razão da candidatura à Prefeitura do Rio Branco (PP), ter sido negociada com João Dória, em 2020, a deputada federal Mara Rocha (PSDB) fez um barraco nas prévias do partido, neste domingo (21), colocando esses podres pra fora. Acusações de compra de votos, venda de candidatura, enfim. 

Tudo isso tem enfraquecido ainda mais o PSDB, como se não bastasse as divisões internas: Dória, Leite e Alckmin. E pra completar, o partido não apresenta nenhuma estratégia eleitoral, objetivando o pleito de 2022.

Neste domingo, a parlamentar foi provocada pelo presidente estadual no Acre, Manoel Pedro, que chamou a deputada de bolsonarista, por continuar apoiando o governo federal. 

Mara disse que vai para o PL, partido que Bolsonaro deve se filiar nos próximos dias, e que votou em Eduardo Leite, no primeiro dia de prévias.

Em 2018, Dória e Leite apoiaram a eleição de Bolsonaro, e consequentemente, o presidente do PSDB acreano, aquele que atiçou a deputada, também apoiou o presidente da República, em 2018. Hoje, boa parte dos tucanos no Brasil, apoia Bolsonaro.

O PSDB expôs uma situação que os parlamentares do partido preferiam ter mantido nos bastidores. Ou melhor, longe do público. Dois governadores e um mesmo partido: João Dória, de São Paulo e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, numa situação de desgaste.

Ao final das prévias, em segundo turno, marcada para domingo (28), ainda não será conhecido o nome para a majoritária em 2022. Com essa exposição negativa dos tucanos, o nome de Bolsonaro ganha destaque junto ao seu novo partido, PL.